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Conheça o metabolismo do folato e como interfere na sua vida

Saúde Física

O folato, também conhecido como vitamina B9 ou ácido fólico, é um nutriente essencial obtido através da dieta e está presente em diversos alimentos, muitos deles enriquecidos artificialmente.

Este composto está intimamente ligado à reparação do DNA e à formação de diversos componentes e precursores de vias metabólicas, além de participar na formação de vários tipos de células.

Durante os estágios iniciais da gravidez, o folato possui particular importância na prevenção de malformações do cérebro e da coluna vertebral que podem levar ao aparecimento de deformidades congênitas, tais como anencefalia e espinha bífida.

Além disso, níveis reduzidos de folato estão associados ao desenvolvimento de aterosclerose e problemas cardiovasculares.
O gene MTHFR codifica uma enzima importante na metabolização do folato que, por sua vez, está envolvido na conversão de homocisteína em metionina.

Variações nesse gene, como o alelo rs1801133-T, podem levar à função prejudicada ou inativação dessa enzima reduzindo os níveis de folato no corpo.


Sugestões:
Quando se possui duas cópias do alelo rs1801133-T e, portanto, pode apresentar níveis reduzidos de ácido fólico em comparação aos indivíduos que possuem uma ou nenhuma cópia do mesmo.

Contudo, isso não significa que você necessariamente apresentará níveis baixos de folato, já que existem outros fatores genéticos e fatores ambientais envolvidos.

Para informações mais detalhadas ou uma avaliação nutricional procure o seu médico ou nutricionista. Caso esteja grávida ou pensando em engravidar, converse com o seu médico.

Entendendo mais sobre Ácido Fólico

Geralmente, são as gestantes que buscam saber o que é ácido fólico e como tomá-lo adequadamente. Mas, apesar dessa vitamina ser vital para o bom desenvolvimento do feto, ela também oferece diversos benefícios à saúde de todas as pessoas ¹,².

Uma prova da sua importância é que, em 2004, a Anvisa determinou que todas as farinhas de milho e de trigo e produtos que as utilizassem em sua fabricação, como pães, fossem enriquecidos com ferro e ácido fólico ¹.

Essa medida já foi adotada em vários outros países e, após pesquisas, percebeu-se que houve redução na má formação de fetos e na saúde geral da população, que apresentou menos anemia, por exemplo ¹,³.

Para entender os motivos dessa atitude de fornecer maiores quantidades de ácido fólico para a população, continue a leitura e aprenda o que é ácido fólico, seus benefícios, como tomá-lo corretamente e quais alimentos são ricos nesse nutriente.

O que é ácido fólico?

O ácido fólico, integrante das vitaminas do coplexo B, é hidrossolúvel e essencial para o funcionamento do organismo. A ex-vitamina B9 é responsável pela formação do DNA e RNA, divisão celular, síntese de proteínas e prevenção da má formação do tubo neural em fetos ¹.

Ele também é chamado de folato, porém, há uma curiosidade na diferença entre esses termos. O folato é o nome da vitamina encontrada naturalmente nos alimentos. Já o ácido fólico é a forma sintética do folato, usada como suplemento e fortificação de produtos alimentares ¹.

O ácido fólico é alvo de pesquisas há muitas décadas devido à sua importância no desenvolvimento de bebês e na prevenção de várias doenças cardiovasculares e neuropsiquiátricas. Ele recebeu esse nome em 1941, quando foi encontrado nas folhas do espinafre ²,³.

Quais são os benefícios do ácido fólico?

O ácido fólico ou folato é vital para o crescimento adequado do corpo. Uma de suas principais funções é garantir o fechamento do tubo neural do feto, que é a estrutura precursora do cérebro e da medula espinhal e que forma a calota do crânio e da coluna vertebral ¹.

Por isso, recomenda-se o consumo de suplementos de ácido fólico para mulheres que desejam engravidar e, claro, durante os três primeiros meses de gestação².

Ao contribuir para o fechamento do tubo neural, o folato protege o feto de doenças como anencefalia e espinha bífida (defeito no fechamento da coluna vertebral). E ainda evita lábio leporino, fenda palatina e problemas cardíacos e no trato gênito-urinário ¹.

Na gestação, o folato também atua no alargamento do útero, no crescimento da placenta e do feto e no aumento dos glóbulos vermelhos no sangue  ¹.

Além disso, o ácido fólico participa ativamente na regulação da homocisteína, que é um aminoácido encontrado no plasma sanguíneo. Se ele estiver em excesso no sangue, pode se associar ao surgimento de doenças cardiovasculares, como trombose, infarto cardíaco e AVC ¹.

Conheça mais benefícios do ácido fólico no organismo:

  • interação com o metabolismo da vitamina B12 ¹;
  • participação ativa no metabolismo do DNA e RNA ³;
  • contribuição na transferência de carbonos na formação de ácidos nucléicos e aminoácidos essenciais ¹;
  • síntese de proteínas ²;
  • multiplicação celular ².

Causas e sintomas da deficiência de ácido fólico

Quando é verificada a carência de folato no organismo, é comum que o médico procure as causas dessa alteração. Elas podem ser multifatoriais e envolvem situações, como:

  • alcoolismo: o álcool é antagonista do metabolismo de ácido fólico ¹;
  • doenças inflamatórias no trato digestivo que causam má absorção de folato ¹;
  • doenças hepáticas ¹;
  • consumo de determinados medicamentos, como drogas antiepilépticas (DAE), metformina, sulfasalazina, anticoncepcionais, metotrexato etc ¹,³;
  • má alimentação ;
  • gestação, que necessita de doses maiores de ácido fólico no organismo ³;
  • alguns tipos de câncer ³;

Por isso, pessoas que se encaixam nessas situações, devem consultar regularmente um especialista para realizar exames de rotina e entender quando começar a tomar ácido fólico e prevenir sintomas indesejáveis.

Os principais sintomas da falta de folato no corpo são: anemia megaloblástica, leucemia, doenças crônicas da pele, glossite, perda de apetite, diarreia, mal-estar, deterioração mental e carência de potássio no organismo ¹,³.

A deficiência de folato interfere ainda no bom desenvolvimento do feto dentro do útero e pode desencadear complicações ao bebê e à mãe, como descolamento placentário, síndrome hipertensiva na gestação, parto prematuro, aborto espontâneo de repetição, baixo peso ao nascer, depressão, entre outros ².

Onde encontrar ácido fólico?

É importante saber como tomar ácido fólico por meio da suplementação, mas também é fundamental adquiri-lo pela alimentação diária. O folato, vitamina natural presente nos alimentos, pode ser encontrado ¹,²,³ :

  • verduras de folhas verde-escuras, como espinafre, brócolis e couve-de-bruxelas;
  • cereais;
  • frutas cítricas, como laranja;
  • fígado;
  • feijão-branco;
  • aspargo;
  • soja e derivados;
  • melão;
  • maçã;
  • gema do ovo;
  • gérmen de trigo;
  • peixes;
  • salsinha;
  • beterraba.

Porém, como as concentrações naturais de folato são baixas para mulheres que desejam engravidar e preparar o corpo para desenvolver uma nova vida, há opções de alimentos fortificados com essa vitamina como medida preventiva ².

Essa decisão do Ministério da Saúde no Brasil também se baseou em suprir as necessidades diárias da população em geral e evitar o aumento da anemia principalmente em grupos de risco ³.

É importante ressaltar que o cozimento prolongado dos alimentos ricos em folato pode destruir até 90% da sua concentração ¹.

Como tomar ácido fólico?

Alguns especialistas estimam que a biodisponibilidade de folato natural nos alimentos é incompleta em relação ao ácido fólico, forma sintética da ex-vitamina B9. Por isso, gestantes e outros grupos de riscos precisam suplementar esse nutriente de forma adequada ¹.

Mas, quando começar a tomar ácido fólico? As gestantes devem iniciar a suplementação três meses antes da concepção até três meses de gestação para, assim, prevenir alterações no tubo neural do feto e outras doenças graves ¹.

De acordo com a Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (FEBRASGO), mulheres que não possuem histórico de Doença do Fechamento do Tubo Neural podem tomar de 0,4 a 0,8 mg/dia de ácido fólico ².

Para as que já apresentaram esse distúrbio, possuem diabetes ou usam certos medicamentos , a recomendação é ingerir uma quantidade 10 vezes maior dessa vitamina para evitar complicações e suprir as necessidades do organismo ².

Para adultos saudáveis e que apresentam baixa concentração de folato no corpo, a indicação do Ministério de Saúde de consumo é ⁴:

  • adultos: 400 mg/dia;
  • bebês de 0 a 11 meses: 150 mg/dia;
  • crianças de 1 a 3 anos: 150 mg/dia;
  • crianças de 4 a 6 anos: 200 mg/dia;
  • crianças de 7 a 10 anos: 400 mg/dia;
  • gestantes: 600 mg/dia;
  • lactantes: 500 mg/dia.


Referências bibliográficas:
LEVIN, Brooke Levenseller; VARGA, Elizabeth. MTHFR: addressing genetic counseling dilemmas using evidence-based literature. Journal of genetic counseling, v. 25, n. 5, p. 901-911, 2016. THOMAS, Philip; FENECH, Michael. Methylenetetrahydrofolate reductase, common polymorphisms, and relation to disease. Vitamins & Hormones, v. 79, p. 375-392, 2008.

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