Siga nossas redes!

Manutenção de resultados após intervenção para perda de peso

Saúde Física

O excesso de adiposidade e a consequente obesidade estão associados a alterações metabólicas, tais como a resistência à insulina e as síndromes metabólicas.

As taxas de aumento e a prevalência geral do excesso de adiposidade variam muito entre os grupos étnicos, mas a propensão para o ganho de peso tem componentes herdáveis em todos os grupos.

São conhecidas múltiplas variantes genéticas predisponentes à obesidade que interagem com o estilo de vida e influenciam como o organismo irá responder às intervenções clínicas para perda de peso, sejam essas por mudança de hábitos ou pelo uso de medicamentos.


Conhecer tais informações genéticas pode ajudar na escolha da melhor intervenção para cada indivíduo, além de facilitar a identificação de indivíduos que possivelmente necessitarão de um acompanhamento adicional para manutenção dos resultados
após a intervenção clínica.

O gene PPARG codifica uma proteína envolvida no processo de formação de tecido adiposo e na regulação da sensibilidade à insulina.

Em estudos com indivíduos obesos submetidos à intervenção clínica para redução de peso, uma variante genética (G) no SNP rs1801282 foi associada à tendência para recuperar, posteriormente, o peso perdido. Indivíduos com este alelo podem apresentar dificuldade para manter o peso atingido após intervenções para emagrecimento.


Sugestões:
Quando se apresenta um genótipo que favorece a manutenção dos resultados alcançados após intervenção clínica para redução de gordura corporal.

Ainda assim, a adoção de um programa nutricional balanceado e a prática regular de exercícios físicos podem ser aliadas para a manutenção de um peso saudável e atuam na prevenção da obesidade e patologias decorrentes.

Como evitar o reganho de peso após cirurgia bariátrica

Lutar contra a obesidade é uma tarefa extremamente desafiadora, uma batalha que muitas vezes não pode ser vencida sozinha. São nesses casos extremos, onde o paciente está muito acima do seu peso saudável, a reeducação alimentar é difícil e os exercícios físicos as vezes não são nem possíveis, que se encaixa a cirurgia bariátrica.

cirurgia bariátrica é uma intervenção médica onde, uma parte do estômago é “desativada”. Existem vários tipos de cirurgia, e todas elas consistem basicamente em reduzir o tamanho do estômago, e em alguns casos do intestino também, para que a quantidade de alimentos ingeridos seja menor, e o emagrecimento seja possível.

O processo pós-operatório requer um nível maior de atenção e cuidados, envolve um acompanhamento médico constante com uma equipe multidisciplinar onde, nutricionistas, endocrinologistas e psicólogos, orientam o paciente.

Esse acompanhamento é necessário para que o paciente, tenha um bom emagrecimento sem que sua saúde física e mental seja colocada em risco. Já que com a redução da capacidade do estômago, também é reduzida a capacidade de absorção de nutrientes e vitaminas provenientes dos alimentos. O que pode acabar promovendo alguns problemas como fraqueza, queda de cabelo e outros mais graves.

Além disso, a perda de peso acelerada costuma mexer muito com o emocional dos pacientes operados. As pessoas que se submetem a esse procedimento eliminam a maior parte do seu peso excessivo. E seus cérebros algumas vezes demoram a entender que eles estão agora com um corpo mais magro e precisam adotar novos hábitos.

E esse é um dos principais motivos pelo qual muitos pacientes voltam a ganhar peso. O emagrecimento promovido pela cirurgia bariátrica é muito intenso e rápido, mas é fundamental que fique claro para o paciente que esse procedimento é apenas uma chance para que ele perca peso e possa adquirir novos hábitos mais saudáveis, tanto alimentares como físicos, e assim superar a obesidade.

parentemente essa é uma tarefa simples, mas que precisa ser levada com muita seriedade, do contrário, não existirão resultados positivos. Para que seja possível manter um peso saudável depois da cirurgia bariátrica é fundamental que se mantenha o acompanhamento médico, e criem-se melhores hábitos.

Os pacientes depois que são “liberados” pela nutricionista, entendem que podem voltar a se alimentar como antes, da mesma maneira que os levaram a um quadro sério de obesidade. É preciso entender que a cirurgia bariátrica não é um milagre, ela não permitirá que você coma o que quiser e não engorde.

Mesmo comendo em menor quantidade, nesta fase os pacientes tendem a ingerir alimentos muito calóricos e de baixa nutrição como sorvetes, doces, frituras, etc. Logo, é preciso manter uma alimentação regrada e saudável.

Outro passo importante para evitar o reganho de peso após a cirurgia bariátrica é a prática de atividades físicas. Os exercícios além de serem importantes no processo de eliminação de peso, são fundamentais para a manutenção dele.

Com uma capacidade de armazenamento menor no estômago, os pacientes tendem a começar a beliscar os alimentos, e fazem isso durante todo o dia. De maneira errada, com intervalos inadequados e alimentos que não são saudáveis. Evitar o hábito de beliscar é preciso.

Alguns pacientes, por falta de acompanhamento médico muitas vezes, acabam desenvolvendo transtornos alimentares. Desencadeados por depressão e ansiedade, por exemplo.

O que faz com que a bariátrica não alcance o resultado com alguns pacientes?

O fator principal para pacientes nestas situações costuma ser o quadro psiquiátrico do paciente. Quando esses não são bem avaliados no período pré-operatório, principalmente, não recebendo um diagnóstico e tratamentos mais precisos, eles tendem a não obter bons resultados em relação à perda de peso, e manutenção dessa perda.

É importante que a obesidade seja tratada como uma doença, pois, é disso que ela se trata. Por isso, um acompanhamento psiquiátrico pré e pós-operatório, inclusive com o uso de medicamentos, se necessário, é importante.

Outro fator importante no pós-operatório da cirurgia bariátrica

Outro ponto importante que deve ser considerado após a cirurgia bariátrica é a suplementação alimentar. O rápido processo de emagrecimento após a cirurgia gera um grande déficit de nutrientes e vitaminas.

Isso acontece porque, a maior parte da absorção dessas substâncias ocorre no intestino, e em alguns casos cirúrgicos, uma parte do intestino também é inutilizada. Por isso, é fundamental que exista uma suplementação alimentar onde vitaminas, minerais e diversos outros nutrientes sejam ingeridos através de cápsulas. Essa suplementação ajuda a evitar a fome excessiva, promovida pelo organismo pelo déficit desses nutrientes. Além de manter a saúde em dia.

Todos esses fatores levam a ter a certeza de que, poder contar com uma boa equipe médica multidisciplinar, tanto no pré-operatório da cirurgia bariátrica como nos pós é o caminho mais assertivo para se obter bons resultados. Tanto na cirurgia como na perda de peso e na manutenção dos quilos eliminados.

Por isso, antes de tomar a decisão de realizar a cirurgia, pesquise bem os locais onde todo esse tratamento e acompanhamento é possível e tenha certeza de estar cercado de profissionais realmente competentes e dedicados. Pois, o fator principal para evitar o reganho de peso após uma cirurgia bariátrica é o comprometimento com os novos hábitos por parte do paciente, e a competência da equipe médica que o acompanha.


Referências bibliográficas:
DELAHANTY, L. M. et al. Genetic Predictors of Weight Loss and Weight Regain After Intensive Lifestyle Modification, Metformin Treatment, or Standard Care in the Diabetes Prevention Program. Diabetes Care, [s.l.], v. 35, n. 2, p.363-366, 16 dez. 2011. American Diabetes Association. http://dx.doi.org/10.2337/dc11-1328.
NICKLAS, B. J. et al. Genetic Variation in the Peroxisome Proliferator-Activated Receptor- 2 Gene (Pro12Ala) Affects Metabolic Responses to Weight Loss and Subsequent Weight Regain. Diabetes, [s.l.], v. 50, n. 9, p.2172-2176, 1 set. 2001. American Diabetes Association. http://dx.doi.org/10.2337/diabetes.50.9.2172.
FRANKS, P. W. et al. The Pro12Ala variant at the peroxisome proliferator-activated receptor γ gene and change in obesity-related traits in the Diabetes Prevention Program. Diabetologia, [s.l.], v. 50, n. 12, p.2451-2460, 27 set. 2007. Springer Science and Business Media LLC. http://dx.doi.org/10.1007/s00125-007-0826-6.

Artigos Relacionados

Faça parte da lista de conteúdo exclusivos.

Preencha o formulário abaixo para receber os conteúdos.

💬 Precisa de ajuda?